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Dúvidas frequentes de nossos pacientes sobre aplicação de vasinhos com espuma

A aplicação de varizes com espuma é um método de tratamento para a insuficiência venosa já bem estabelecido na comunidade vascular. Muitos cirurgiões vasculares e angiologistas já o utilizam. Contudo, ainda sucinta muitas dúvidas aos nossos pacientes e às pessoas em geral.

As perguntas abaixo são fruto de questionamentos de nossos pacientes e de visitantes do nosso canal no youtube.

Compilamos 5 dessas perguntas que resumem dúvidas muito relevantes sobre esse tratamento.

A aplicação com espuma pode ser feita em varizes grossas?

Sim!  É possível tratar as varizes mais grossas com espuma, principalmente naquele pacientes cuja cirurgia não seria uma boa indicação. Pacientes com úlceras (feridas), pele muito endurecida pela presença das complicações das varizes, pacientes mais idosos ou mesmo aqueles pacientes que não conseguem ser operados pelas limitações do sistema público ou privado de saúde são os pacientes cuja escleroterapia com espuma é um bom tratamento.

Para varizes grandes, nós da Clínica Fluxo ainda consideramos a cirurgia de varizes o melhor método de tratamento, principalmente depois do advento da cirurgia de varizes a laser.  No entanto, após avaliação clínica e ultrassonográfica é possível que algumas varizes sejam passíveis de tratamento escleroterápico.

 

Tenho uma dúvida: com o tempo as varizes voltam?

As varizes que foram tratadas não voltam. Ou elas não saem ou novas surgem muito próximas do local onde foram tratadas. Aí entra um componente fundamental no tratamento, o DIAGNÓSTICO. E quem pode fazer um bom diagnóstico? Um(a) médico(a) angiologista, experiente e que tenha as ferramentas adequadas, tais como a fleboscopia, a realidade aumentada, o ultrassom-doppler, para identificar as veias que causam os vasinhos. Isso mesmo; os vasinhos são a ponta do iceberg. A parte visível de uma complexa rede vascular doente que se exterioriza na forma daqueles vasinhos indesejáveis. Na maioria das vezes, há veias azuladas por baixo da pele, próximas aos vasinhos que alimentam os mesmos.

Portanto, o tratamento deve incluí-las, caso contrário, os vasinhos que foram secados desaparecem mas surgem novos muito próximo aqueles que foram tratados, dando a impressão de que são os mesmos. Falamos muito sobre isso nesse post do nosso website. Dê uma olhada lá: https://fluxo.com.br/vasinhos-microvarizes-voce-precisa-saber/

Vasinhos e microvarizes – o que você precisa saber.

Doutor, vi um vídeo onde o médico disse que as desvantagens das aplicações e que, podem causar alergias. Como vou saber se vou ter outras reações com esse procedimento?

A forma mais comum de descobrir se você tem alergia a alguma medicação é, através de sua história clínica pregressa, tentar identificar ou associar fatores de risco para alergias a classes de medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios, analgésicos, etc). Dessa forma, podemos tentar associar maior risco de desenvolver um quadro alérgico a qualquer medicação.

Até hoje, em 30 anos de cirurgia vascular tive 3 casos leves de alergia ao medicamento que uso nas escleroterapias de varizes com espuma. Existem antiinflamatórios, analgésicos e antibióticos que dão mais alergia que isso. Concluindo, a história clínica é fundamental, para isso é importante um consulta médica antes de iniciar os procedimentos.

Tive uma reação com Ethamolin há anos atrás, depois disso nunca mais tratei as varizes, por muito medo mesmo. Mas um médico me indicou essa técnica da aplicação de vasinhos com espuma…

Existem 3 componentes principais que podem causar desconforto ou algum efeito colateral na escleroterapia de varizes:

  1. O medicamento. Qualquer medicamento tem um potencial alergênico. Como falei acima, tenho mais reações com prescrição de antiinflamatórios e antibióticos em pós-operatório de varizes (que são em número muito menor que a quantidade de aplicações) do que com o medicamento que uso na esclerose.
  2. A quantidade de ar que se injeta na esclerose (proposital ou inadvertidamente). Na técnica com espuma fazemos uma mistura da solução com ar. Dependendo da quantidade de ar ou velocidade de injeção, pode haver alguma sensação de mal-estar, por isso é importante, na dependência do volume injetado e da velocidade de injeção, deixar a paciente em repouso por alguns minutos após a sessão.
  3. O médico. Este deve ser um(a) angiologista ou cirurgião vascular com experiência na técnica. Ele ou ela é o profissional mais capacitado para juntar as informações e os conhecimentos que descrevi nos ítens anteriores para que o procedimento seja o mais seguro e efetivo possível. Fazendo tudo certo, algo ainda pode ocorrer de forma não satisfatória. Quando a pessoa que realiza o procedimento só sabe realizar o movimento mecânico de injetar no vaso mas não conhece as consequências desse ato, há chances maiores do indesejável acontecer.

Os vasos desaparecem na hora com a aplicação com espuma?

Não desaparecem na hora, não. O que você vê no vídeo abaixo é o efeito mecânico da espuma “empurrando” o sangue e dando o aspecto de clareamento imediato. É a garantia que a medicação chegou onde se queria que chegasse e que o primeiro passo do procedimento foi adequadamente obtido.

No entanto, o processo de esclerose (secagem) do vaso leva alguns dias e o completo desaparecimento dos vasos pode demandar mais sessões. Se as veias foram muito grandes, varizes mais grossas mesmo, ainda podem ficar discretamente endurecidas e até mesmo inflamadas por um tempo, às vezes necessitando procedimentos adicionais para drenagem dos coágulos que formam no interior das veias.

Há contra-indicações para tratamento das varizes com escleroterapia com espuma?

Como qualquer tratamento médico, há suas indicações e contra-indicações. Em se tratando de aplicação com espuma a mais importante dessas contra-indicações é a alergia à medicação esclerosante. Trombose venosa recente é outra situação em que não indicamos esse tipo de tratamento.

Há uma situação clínica potencialmente perigosa para esse tipo de tratamento que é a comunicação inter-atrial. Um orifício de origem congênita (a pessoa nasce com essa anomalia) que comunica o lado direito com o lado esquerdo do coração. Para pessoas portadoras dessa condição é recomendado evitar esse tipo de tratamento.

Por fim, essas são algumas das perguntas mais frequentes sobre a escleroterapia de varizes com espuma.

Se você tem dúvidas adicionais, não deixe de nos perguntar.

Dr. Robson Barbosa de Mianda é Angiologista, Cirurgião e Ecografista Vascular e editor desse Blog Vascular

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