(11) 4122-6700 | (11) 4123-5677 | (11) 94886-0221

atendimento@fluxo.com

PEIM (Procedimento Estético Injetável em Microvasos) é o mesmo que escleroterapia de vasinhos (aplicação de vasinhos)?

Recentemente recebi uma pergunta pelo meu canal do youtube com relação ao vídeo abaixo. A assinante do canal fazia a seguinte pergunta:

Esse procedimento é o mesmo PEIM? Estou fazendo o PEIM e não estou gostando muito não… Sinto muita dor e a melhoria é muito pouca…

Vamos à resposta sobre PEIM x Aplicação de Vasinhos:

Não! PEIM não é a mesma coisa que escleroterapia de varizes (ou mesmo aplicação de vasinhos).

Parece ser a mesma coisa, porém não é! E por que não é, já que parece?

Veja bem… Há a impressão que é só injetar glicose hipertônica dentro do vasinho e tudo se resolve, não é? Só que infelizmente os vasinhos não são só o que se vê a olho nú.

A analogia da circulação venosa com uma árvore.

Costumamos fazer uma comparação com uma árvore. A copa, a parte visível de uma árvore, é composta por galhos e muitas folhas. Mas o que sustenta as folhas? O tronco e principalmente as raízes. Se você podar as folhas de uma árvore, elas crescerão novamente. Agora, caso queira eliminar definitivamente essas folhas, você tem que eliminar as raízes da árvore (que não estão visíveis, embora estejam ali).

Obviamente que ninguém de bom coração gosta de matar uma árvore, mas é a analogia para explicar que os vasinhos são como as folhas das árvores. Existem “raízes” vasculares (veias reticulares, tributárias varicosas, safenas doentes, veias perfurantes insuficientes) que não são visíveis. Ou então, até estão visíveis e precisam ser tratadas.

vasinhos e microvarizes fluxo cirurgia vascular

Relação entre microvarizes e vasinhos.

Mas toda essa história acontece porque:

  • quem faz PEIM não é médico angiologista ou cirurgião vascular;
  • não tem capacidade técnica de investigar a doença venosa (tudo que se relaciona com as veias, varizes, trombose e etc.);
  • não tem habilitação para fazê-lo;
  • não conhece a doença vascular como o especialista em medicina vascular.

Muitas dessas pessoas que se dizem aptas a tratar com “PEIM”, fazem cursos que duram de 3 dias a 1 semana e se acham preparados para assumir a responsabilidade de tratar “esteticamente” uma doença que em sua essência não é puramente de aspecto cosmético.

Lembre-se: Quando você entra em um avião espera que quem esteja pilotando esteja habilitado para isso e não tenha feito um curso de 3 dias.

Na verdade essas pessoas são “injetores de glicose em vasinhos”. Sem conhecimento algum para conduzir uma boa investigação diagnóstica (não são médicos), mesmo que clínica, sem a necessidade de exames complementares (que muitas vezes se fazem necessários). Por isso mesmo não são capazes de oferecer o melhor tratamento como você gostaria de obter.

Os vasinhos precisam ser estudados como parte de um problema circulatório, não somente por estética.

Frequentemente, os pacientes que nos procuram, necessitam de exames complementares, necessários para melhor compreensão do problema vascular que se apresenta. São eles:

Diga-se de passagem que esse termo PEIM é muito ruim. Minimiza um problema sério que afeta milhões de brasileiros. Só secar os vasinhos, sem que haja um estudo completo da circulação venosa pode impedir que medidas preventivas e orientações possam ser tomadas. Tratar só os vasinhos sem entender o que ocorre na totalidade da circulação é uma irresponsabilidade.

Em grande parte das vezes somente “secar” os vasinhos com glicose não é a melhor opção. Pode ser necessário tratar alguma veia nutridora, alguma variz ou mesmo usar combinações de medicações e outras técnicas como escleroterapia de varizes com espuma densa ou LASER, usando a técnica CLaCs.

E se houver uma complicação? Sim, elas existem! Ocorre até mesmo com profissionais angiologistas e cirurgiões vasculares experientes. É fácil de entender que será mais fácil de ocorrer em quem não tem conhecimento da anatomia, fisiologia, patologia e diagnóstico vascular. Há contra-indicações também. Alguns pacientes podem ter outros problemas de saúde agravados por um tratamento que incialmente era só “estético”.

Parece simples, mas um cirurgião vascular só se torna habilitado a realizar escleroterapia de varizes após 6 anos de faculdade e mais 4 ou 5 anos de residência médica na especialidade. Esse profissional especialista entende de TODA a circulação e não é limitado a injetar glicose em vasinhos.

Recomendo que você visite o meu blog e meu canal do youtube conheça várias informações sobre doença vascular. Ajudará você no processo de escolha de um bom profissional para tratar da sua saúde vascular. Nos links do blog e do canal há muitos exemplos de situações em que tratamos as veias nutridoras como parte importante do tratamento dos vasinhos. Assine nosso canal e ative as notificações e sempre receberá informações relevantes quanto a tratamento de vasinhos, varizes e outras doenças vasculares.

E fique à vontade para nos perguntar o que queira. Um abraço.

 

Share This
Whatsapp