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Anestesia para cirurgia de varizes

  1. Quem vai me anestesiar?

A anestesia para cirurgia de varizes é realizada pelo médico anestesista, que é um profissional especialista. Ele é responsável pela administração da anestesia e de outras medicações (antibióticos, analgésicos, etc.), além do controle dos sinais vitais (pulsação cardíaca, quantidade de oxigênio no sangue, pressão arterial) e das condições clínicas do paciente durante toda a cirurgia.
Os procedimentos realizados apenas com anestesia local podem não envolver a participação do médico anestesista, sendo que o próprio cirurgião injeta o anestésico no local das punções ou incisões.

  1. Que tipo de anestesia vou receber?

O tipo de anestesia para cirurgia de varizes sempre é decidido em conjunto pelo anestesista, o cirurgião e o paciente, da maneira mais segura e satisfatória para todos. De maneira geral, para a esclerose (“secagem”, “aplicação”) de vasinhos não há necessidade de anestesia. Para vasos maiores, quando se realizam microincisões ou punções, normalmente é suficiente realizar anestesia local. Nos casos de varizes maiores ou em grande quantidade, cirurgia de varizes a laser ou quando vai haver retirada de uma ou mais veias safenas, o procedimento é realizado em centro cirúrgico sob raquianestesia ou anestesia geral.

  1. Como é escolhido tipo de anestesia para cirurgia de varizes?

Para a grande maioria dos pacientes, a anestesia mais indicada é a raquianestesia, popularmente conhecida como “raqui”. Ela consiste na injeção de uma pequena quantidade de anestésico no canal medular, com uma agulha bem fina, fazendo com que haja paralisia dos movimentos e ausência de sensações mais ou menos da cintura para baixo. O paciente recebe uma sedação, portanto fica dormindo durante a cirurgia, e raramente se lembra da punção, que é realizada sentado.
As maiores vantagens da raqui são:

  • a rápida recuperação;
  • não haver necessidade de ventilação mecânica e;
  • o fato de ocorrer uma dilatação dos vasos, que muitas vezes facilita a cirurgia.

As complicações são raras, sendo principalmente os tremores, que normalmente cessam com o fim da anestesia, e dificuldade para urinar após a cirurgia – muito raramente pode ser necessário colocar uma sonda uretral fina na primeira micção, mas após isso a situação se normaliza.
A dor de cabeça, tão temida pelos pacientes, ocorre em apenas 0,3% das raquis, e na maior parte das vezes é tratada com analgésicos e hidratação.

Não há nenhum problema em levantar a cabeça, usar travesseiro ou sentar-se logo após a anestesia raqui.

A anestesia geral é indicada em alguns casos especiais, tais como:Anestesista

  • alterações graves da coagulação do sangue
  • grandes desvios da coluna lombar, que dificultam a punção
  • presença de infeccção no local onde se pretende realizar a  punção
  • cirurgia de coluna lombar prévia, com colocação de placas  ou pinos
  • história prévia de dor de cabeça após raquianestesia
  • doenças pulmonares, cardíacas ou coronarianas graves

Durante a anestesia geral, o paciente fica conectado a um aparelho de ventilação, através de um tubo traqueal ou máscara laríngea. Os principais eventos adversos são sonolência, náuseas e/ou vômitos e, em casos raros, pneumonia associada à ventilação mecânica.

  1. Para onde vou após a cirurgia de varizes?

Qualquer que seja o tipo de anestesia, após o procedimento o paciente é encaminhado à sala de recuperação pós-anestésica, onde permanecerá monitorizado até estar bem acordado e, no caso da raqui, começando a movimentar as pernas. Só quando estiver sem nenhuma queixa (dor, náusea, etc.) receberá a liberação do anestesista para ser transportado ao quarto. A alta hospitalar depende da liberação pelo cirurgião, mas costuma ocorrer no mesmo dia ou na manhã seguinte à cirurgia.

  1. Por que preciso ser avaliado pelo anestesista?

Em primeiro lugar, o anestesista é o médico responsável pelo bem-estar e segurança do paciente durante toda a cirurgia e no pós-operatório imediato, portanto é importante conhecê-lo para se sentir confortável e menos ansioso. Além disso, ele vai esclarecer todas as dúvidas e temores que o paciente possa ter em relação à anestesia.
O paciente que é portador de alguma doença (hipertensão, diabetes, doença da tireoide ou do coração, etc.), fuma, faz uso de medicações, álcool ou drogas ou possui alguma alergia precisa informar isso ao anestesista, para que este possa indicar a técnica mais adequada e minimizar complicações.
O anestesista também fornecerá orientações sobre a necessidade de realização de exames adicionais, jejum pré-operatório e suspensão ou não de medicamentos de uso contínuo no dia da cirurgia.
Sobraram dúvidas? faça a sua pergunta nos comentários abaixo e teremos o maior prazer em esclarecê-las!
Dra Cláudia Florio
 
 
 


Dra. Claudia Florio é Anestesiologista da Equipe Fluxo
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